quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Sobre a BONDADE

De facto, "Não existe verdadeira inteligência sem bondade." Ludwig van Beethoven

Investimos tanto em futilidades, quando "A bondade é o único investimento que nunca vai à falência." Henry David Thoreau


Tentamos conquistar a apreciação dos outros, e obter aplausos de popularidade, submetendo-nos a todas as exigências e vaidades sociais, mas "Não é o génio, nem a glória, nem o amor que medem a elevação da alma: é a bondade." Henri Lacordaire


Todavia, a bondade deve ser manifestada com inteligência, já dizia Mahatma Gandhi: "A bondade deve estar ligada ao saber. A simples bondade pouco adianta; é o que tenho constatado."


Na verdade, o bem compensa, "Quando faço o bem, sinto-me bem, e quando faço o mal, sinto-me mal. Eis a minha religião." Abraham Lincoln


Pois é, não vale mesmo a pena pôr a máscara da bondade, "É uma hipocrisia esforçarmo-nos para ser bons; temos de nascer bons ou então não vale a pena metermo-nos nisso." Jules Renard


A chave de ouro para a humanidade é dada por Ludwig van Beethoven, quando diz: “Não reconheço outra grandeza que não seja a bondade."


Rosa Maria Oliveira

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Um Natal diferente

A todos os meus amigos do coração, aos que me querem bem,
e também aos meus inimigos, aos que não me querem bem,
e àqueles para quem sou absolutamente indiferente,
desejo-lhes um Bom Natal,
e permitam dizer-lhes que nesta fase da história da humanidade,
em que muitos andam perdidos e desorientados, e quiçá, eu também,
valerá a pena:

conquistarmos a Paz Interior onde quer que estejamos,
e definitivamente aprendermos a estar bem no Aqui e no Agora,
aceitando que tudo é temporário,
ganhamos e perdemos,
rimos e choramos,
vivemos e morremos diariamente num ciclo perfeito de alternância,
inclusive a vitória e a derrota, as quais fazendo parte da mesma moeda,
ambas devem ser encaradas com a mesma humildade;

compreendermos que, por muito que nos custe,
é preferível estar na pele do ofendido do que na pele do ofensor;

termos o coração confiante e aberto a UMA FORÇA UNIVERSAL,
INFINITAMENTE PODEROSA, BONDOSA e AMOROSA,
FONTE DE TODA A EXISTÊNCIA…
E ALGO DE BOM SE MANIFESTARÁ DE UMA FORMA SUAVE E CLARA…
ou talvez seja necessário manifestar-se de uma forma impressionante,
devido à rudeza humana…

compreendermos que aquela competitividade desumana
que tem destruído a ética e os valores universais,
dará lugar à Solidariedade que alimenta, protege e restaura a integridade dos Seres,
e à Fraternidade Universal que consolida a Paz e o Progresso.

Em conclusão: acreditarmos que algo de bom virá, definitivamente,
e que TODOS IRÃO SENTIR QUE FAZEM PARTE DESSE BEM UNIVERSAL…
TÃO DESEJADO…


Ariam

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Que...




Que os meus escritos tragam sabedoria e beleza aos corações
E o negrume das pessoas nunca afecte a origem das minhas palavras.

Que eu me encante com a vida de cada momento
E possa curar o coração na Luz da Inocência.

Que os meus pensamentos sejam realmente meus
E as minhas mãos não sejam contaminadas pela falsidade.

Que os meus trabalhos sejam dignos e belos
E no meu olhar se espelhe o brilho da Imensidão.

Que eu tenha a consciência do Sagrado Presente
E não me deixe obscurecer nos dias cinzentos.

Que eu nunca desista de ser merecedora de um Grande Amor
E alimente o meu coração com a generosidade do Sol.

Que os meus passos sejam honrados e firmes
E as mágoas da vida sejam apenas lições de sabedoria.

Que eu nunca deixe de me encantar com a poesia e a música
E não tenha jamais medo de amar.

Que eu honre os meus ancestrais,
E atravesse a vida respeitando os meus semelhantes.

Que a chuva lave as minhas mágoas
E a atmosfera transparente renove o meu viver.

Que eu me saiba abrir para a vida
E a minha voz se cale definitivamente para os queixumes.

Que eu nunca traia o meu coração
E encontre força para perdoar aos outros e a mim mesma.

Que eu tenha a sabedoria para corrigir os meus erros
E nunca deixe a mentira e a hipocrisia habitarem o meu coração.

Que a espada da Vitória abra no meu coração uma Porta larga
E a Luz regeneradora se instale em cada átomo da minha existência.

Que a Força e a Impecabilidade da Águia se manifestem em mim
E a humildade dulcifique e humanize o meu Ser.

Que eu nunca me identifique com aquilo que humilha o meu espírito
E que nada me afaste do meu Templo de Luz e Amor
Em construção persistente…
Ariam

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Reencontrar a Centelha



Parar
Repensar a vida
Buscar no baú registos da Originalidade
Da Simplicidade
Rencontrar a Centelha…

Ariam

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Inacreditavelmente simples


Simples é o Amor
Simples é a Luz
Simples é a inteligência da Vida
do Amor e da Luz
Inacreditavelmente simples…

Ariam

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O universo de um editor em gestação




O universo de um editor em gestação
É feito de ideias
Ideias de vida
Ideias de transformação

Feito na sua essência
De gente sublime
Que ama e respeita a palavra
E sente a magia de escrever
Num vazio imenso
Infinito
De uma simples folha de papel

Papel que se vai desdobrando
Em infinitas folhas
Tantas quanto a sua imaginação
Se projectar no
Infinito Espaço da Criação

Ariam

Das infinitas possibilidades...




Das infinitas possibilidade de iniciar um outro caminho,

escolho o que tiver mais humanismo,

mais simplicidade,

mais fraternidade,

mais evolução…

Ariam

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Para o Bem Maior



Anjos do Bem
Do Amor
Da Paz
Miguel, Anjo de máximo esplendor
Amigo sempre presente

Meu querido e Amado
Anjo Guardião
De nome secreto gravado em meu Coração de Luz

Mostrem-me o primeiro degrau
Da Escada da Grande Obra:
Minha vida partilhada
Para o Bem Maior

Ariam

Totalidade da vida



Numa simples palavra
está contida a totalidade de uma vida
AMOR

Ariam

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Grandeza do Homem




Somos a grande ilha do silêncio de deus
Chovam as estações soprem os ventos
jamais hão-de passar das margens
Caia mesmo uma bota cardada
no grande reduto de deus e não conseguirá
desvanecer a primitiva pegada
É esta a grande humildade a pequena
e pobre grandeza do homem



Ruy Belo
in "Aquele Grande Rio Eufrates"

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Rosa renascida das cinzas

"Os homens cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim e não encontram o que procuram. E, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa."
Antoine de St. Exupéry

Que estranho é o mundo do homem!
Colhe uma rosa para seu prazer temporário,
Cedo se farta do seu perfume
E cedo a troca pela novidade de um simples malmequer
Que encontra numa paragem qualquer do caminho…

Chegará o tempo em que a rosa do jardim,
Esconderá o seu perfume
Para não ser tocada pela mão do mesmo homem,
Que se servirá do seu perfume
E quando saciado
A ocultará nas sombras das suas desejosas aventuras
E a trocará por um simples malmequer…

Assim aconteceu!
A rosa se transformou em cinzas
Quando pressentiu a aproximação do homem,
Devorador por excelência, insaciável coleccionador…

E das cinzas se fez outra vez ROSA
E o perfume com que os Deuses a dotaram,
Se espalhou pelo Universo
E abençoou os Verdadeiros Amantes…
E ainda aqueles que buscam o Verdadeiro Amor...

Esta é a minha homenagem
A uma ROSA que conheci ontem…
Que renasceu das cinzas e se tornou mais bela,
Tornando o Universo dos Bem-Amados
E dos que virão a sê-lo,
Eternamente perfumado…
Ariam

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sonhos de Ontem




A criança de ontem
Deixou para trás os sonhos
Da simplicidade e da inocência…
E atreveu-se a sonhar que
No mundo
Poderia construir um jardim
Sem espinhos
De aromas frescos e quentes
E que o crescimento seria sadio…

Mas…
A terra macia e fértil
Onde poderia criar o Jardim
Endureceu
Ficou contaminada pela ambição
Das pessoas do mundo…
Que fazer?

Ariam

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sacralidade Feminina



“O poder da Deusa, que se manifesta por meio das mulheres, é uma matriz emocional que convida a uma fusão ou simbiose inconsciente e transmite uma sensação de “chegada a casa”.
Jean Shinoda Bolen

Todas as mulheres têm uma única escolha:
Transformarem-se no que realmente são,
Senhoras da Vida e da Luz!
Ou morrerem na insegurança e na banalidade mundana que o homem lhes oferece.

Diz-lhes a Mãe Natureza:
“Ergue-te ao cimo da tua Grandeza Feminina,
ou desce ao mais baixo dos mundos,
à escória das humanidades femininas e masculinas
que vivem insaciavelmente do mundano mundo da mentira
dos prazeres sem alma e coração
e das ilusões do momento fácil…

E, se resistires à tua Grandeza Feminina
que chama por Ti,
Estagnarás para sempre!
E morrerás nas mãos do homem que não te respeita...”

Ariam

Humanos, esquecidos de si...




Apenas os seres humanos chegaram a um ponto onde não sabem mais por que existem.
Eles não usam seu cérebro e esqueceram o conhecimento secreto de seu corpo, de
seus sentidos, ou de seus sonhos.

Eles não usam o conhecimento que o espírito colocou dentro de cada um deles; eles não estão nem mesmo cientes disto, e assim cambaleiam para diante cegamente, no caminho para lugar nenhum — uma estrada pavimentada que eles terraplenam e tornam lisa, de forma que possam ir mais depressa para o grande buraco vazio que eles encontrarão no final, esperando para tragá-los completamente.

É uma superestrada, rápida e confortável, mas eu sei para onde ela leva. Eu vi. Estive lá em minha visão e me faz estremecer pensar nisso.

O xamã Lakota Lame Deer

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

AMORES LÍQUIDOS


Amores líquidos…

Um título, que por si próprio
Faz entrar
Na modernidade dos tempos
E recordar os amores sólidos,
Feitos de puro diamante,
Resistentes e luminosos,
Românticos por natureza…

Os tais amores...
Sólidos,
Belos e quase extintos…

Surgem então, nesta modernidade decadente,
Os tais amores líquidos…

Tão líquidos
Quanto a água que colhemos na palma das mãos,
Que bebemos e nos refresca por escassos momentos,
Que se vai por entre os dedos,
Mais rápido que o pedaço de tempo de frescura…

Tão frágeis quanto uma taça de cristal
Que ao mais pequeno embate se parte em pedaços
Impossíveis de Unir outra vez…

Convivemos lado a lado com esses
Amores líquidos, amores corrosivos…
Amores de ocasião,
que corroem os que nasceram da autenticidade…

A corrosão dos amores líquidos
Inundou os tempos da modernidade !

Qual surrealismo!
Aparecem os amores virtuais,
Amores criados em redes,
Sem a solidez do contacto,
Sem a transparência da voz
E do sentimento que ela projecta,
Sem os olhares recíprocos,
Não toldados pelas interferências virtuais…

Amores líquidos
Que se conhecem numa certa ocasião,
E nas ausências das ocasiões que os geraram,
Se mantêm virtualmente conectados,
Com uma cegueira cada vez maior,
Que os impossibilita de ver o Íntimo de si próprios,
E o Universo ao seu redor…

Tudo o que foi belo e sólido é verdadeiramente esquecido…

E, nesta modernidade inquietante,
As relações amorosas e familiares sólidas
São destronadas da rocha
Que lhes deu origem,
Da rocha talhada artisticamente
Pelos ventos dos tempos
Que sopraram mensagens de segurança
E de sustentação humanista…

Saberemos ainda o que é o verdadeiro humanismo?

Ou será que já o confundimos
Com as cortesias lânguidas, envenenadas,
Que se transformam em amores líquidos
Transportadores de venenos emocionais
com sabor a mel adulterado,
Que se espalham nos núcleos das famílias,
Dos amigos e
Dos amores
Talhados inicialmente em diamante puro…

Ariam

Renascerei




E a minha voz nascerá de novo,
talvez noutro tempo sem dores,
sem os fios impuros que emendaram
negras vegetações ao meu canto,
e nas alturas arderá de novo
o meu coração ardente e estrelado.


Pablo Neruda

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Zé Aparecido da Consciência Furtado





mas quem era ele meu deus do céu! pra pensar que era capaz de fazer poesias como aquelas que a toda orgulhosa mãe do doutor josé agora recitava pro pessoal da segurança abrutalhados insensíveis como ele talvez mais interessados em comer o franguinho sobra de festa encerrada agora gelado mas farta e caridosa mente a eles ofertado. o pessoal da segurança.
coisa linda! aquele livro nas mãos ainda delicadas da senhora de fato boa como todas ao que parecia poucas a não diferenciar por entre o joio quéram eles e o trigo quéram elas. pessoas assim queném que ela. a mãe do doutor josé.
beleza de livro! páginas e mais páginas doze ao todo contendo inspiradas e grandes palavras em tipo dezoito impressas e ricamente encadernadas em meio a todos os possíveis e brilhosos dourados tal qual mais digna e propriamente convinha a uma obra daquele porte ofertada ao um degrau acima presidente do conselho de administração de um big hiper quiçá (e quiçava!) mega baita multi nada nacional nem inter mas galáctico empreendimento. o chefe do doutor josé.
beleza de palavras! das quais belo também era o meigo e melodioso recitar que por entre os gordurosos porém atentos nham nham nhans de nossas bocas famintas não de todo educadas menos ainda fechadas a mãe do doutor josé exercia. modo a enfatizar o quê no original tão nacional mente o filho sublinhara e assim em negrito impressas foram. as palavras.

pág. 3
as bolhinhas que aqui borbolham
não borbulham como lá.
ai que saudade eu tenho
das bolhonas do meu guaraná!
pág. 4
Deus, salve a rainha!
Salve a América e o Principado de Mônaco!
E não Se esqueça também de Coco, minha gatinha.
o.k?
pág. 5
E a Tijuca !?! comé qué fica, hein?
ora diz quem sabe de mim.
Sou eu!
a manter com johnwayniano afinco
(sempre ao lado e carregado)
meu colt quarenta e cinco.
pág. 6
Eis-me aqui, defronte,
a indagar humilde (porém garboso!)
às alturas desse monte:
-?Como foi possível, ó cardoso, tal bobeira?
Perder assim tão fácil
minha fazenda brasileira.

quem era ele meu deus do céu o bruto pra escrever coisas assim tão tão? unfh sei lá magine! ele que por ser-se a êsmo era apenas um segurança em si só desses mesmos bam! bam! bams! dos bãbãbãs que assim sorte ou sina são e alvos seguem e se garantem subindo e descendo os plurais ésses e ásperos zês saliências essenciais que ela sibilante pra cima e pra baixo prum lado e pra outro ziiim! ziiiim! ôsh! por pouco muito pouco a todo instante zunindo faz. a vida.
linda aquela senhora! para quem a outra ela a vida era uma reta asfaltada cuja mão além de única era grande.
ô! e néranão tudo uma alegria só?
só?
humnm...
acompanhada vai.
por essa mulher que desde sempre se apaixonou pelo infinito.
a eternidade.
mas quem era ele meu deus do céu! pra pensar que era capaz de fazer poesias como aquelas que continuava recitando a toda orgulhosa mãe. do doutor josé.
pro pessoal da segurança.

pág. 10
batatinha, na Somália quando nasce
pede colo e proteção.
Eu aqui, quando choro
mamo logo de montão!
pág.11
...








segunda-feira, 12 de setembro de 2011

La libertad

No quiero que me quites
la libertad, porque ella es parte
inexcusable de mi compromiso.

Racióname la miel de las caricias.
Quítame un ramo de las flores
que profusamente me entregas.
Redúceme, si quieres,
el espacio sagrado de los besos.

Pero no me condenes, no me quites
la libertad, porque la quiero
para darte mi amor sin ataduras.

Del libro “Gotas de hielo”



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O Peregrino



Oh, que mundo de surpresas!
Que maravilha ver-me ainda inteira
Livre de tanta mentira!
Bendigo a mão que me mostrou
As armadilhas do caminho
E me ensinou a acertar o passo
E seguir
Os rumos do coração.

Quantos peregrinos!
Quantos me cercaram
Ao cruzar aquele vale sombrio!
Estranhas pessoas me rodeavam sedutoras
Com laços, redes e um profundo abismo
No íntimo de si próprias.

Passei por muitas provas
Esgotei o corpo e a alma
Adoptei lutas que não eram minhas,
Qual débil peregrino!
Fui tomada, usada, vencida e pereci.

Foi tão fácil a caída!
E tão difícil foi levantar-me!
Bendigo o cajado
E os livros que me inspiraram.
Por isso continuo inteira…
Minha vida está guardada
Na arca mais preciosa
Até ao triunfo desejado.

O cajado e os livros,
Manancial de inspiração,
Rodearam-me de silêncio
Para poder ouvir a voz do coração.

Acordei no Agora!
Abracei quem ontem fui,
Quem amanhã vou ser,
Estou pronta para continuar a Caminhada….

Oh, como flui este rio cristalino
Que acompanha o meu caminho!
Que verdes prados e coloridas flores
Comunicam ao ar os seus perfumes!
Quem alguma vez saboreou
O fruto destas árvores da vida?
Vou a caminho, neste sitio delicioso,
Estou quase a passar a ponte,
A entrar nos recônditos do coração…
Ariam